Quando um livro fica pronto?
Após a conclusão de A Dialética do Desejo, continuei a escrever; criei um arquivo que batizei, carinhosamente, de Crônicas Pós-Dialética. Os textos reunidos no compêndio não iam compor, a priori, qualquer obra. Mas, em virtude de alguns atrasos envolvendo a diagramação, ganharão espaço na coletânea de crônicas que marca os meus 10 anos de carreira — para a felicidade do leitor e minha, é claro! Antes, com 45 crônicas, a nova obra fecha em 50 textos, trazendo ao leitor uma camada a mais quanto ao que esperar do futuro da minha escrita.
O título do compêndio diz muito; o meu objetivo era já definir a linha editorial para o próximo livro (mesmo que, por vezes, eu diga que o meu quarto será o meu último livro).
O futuro da minha crônica o leitor experienciará ao final de A Dialética do Desejo. Propositalmente, reúno textos que compõem a linha editorial que pretendo adotar. Vida adulta, A uma camponesa e Experienciação carregam a essência do que irei transmitir; mas, é claro, não irei me eximir de falar dos meus causos amorosos, que geraram tanta identificação com meu leitor.
Em A Dialética, o leitor foi embebido de um livro delineado com traços autobiográficos; foi um olhar para dentro. No futuro, irei olhar para fora. A mesa estará posta e, tal qual um tabuleiro de xadrez possui em quantidade de casas, empreendo escrever 64 textos. O curioso é que, como escritor, acabo sendo o primeiro leitor da minha própria escrita — e que gostoso é compartilhar o resultado final com quem tão carinhosamente me lê!