Biografia

Nasci em Manaus, no Amazonas, no dia 07 de janeiro de 2001 – mais conhecido como o Dia do Leitor. Cresci dentro da biblioteca do meu pai, mas eu odiava ler. A leitura e, por conseguinte, a literatura só ganharam asas na minha vida mais tarde, aos doze anos; foi quando, entusiasmado com esse mundo, comecei a escrever os meus primeiros versos.
Sob as bênçãos de São Francisco de Assis, o incentivo do meu pai e o apoio do Centro Educacional Adalberto Valle, escola onde fui bolsista, fiz a minha estreia na literatura em 2015, aos quinze anos, com a publicação de um livro de poemas chamado “O amor em quatro versos”.
Com poemas simples e românticos, ganhei, desde cedo, a confiança de que era possível ser um autor publicado. Dois anos mais tarde, em 2017, publiquei “Epifania Poética”, outro livro de poemas, e já estava sendo visto como um poeta e reconhecido como uma das vozes da nova geração.
De 2020 em diante, tive que conciliar a minha vida entre a faculdade, o luto, o sonho de ser reconhecido como escritor e o trabalho.
A faculdade de Direito se iniciou e, com ela, muitos sonhos; a vida sendo escrita em linha reta, mas, diferentemente dos meus pares, eu não tinha qualquer pretensão em ser um concursado ou qualquer coisa que o valha. A minha ambição sempre foi maior do que a “certeza” que esses títulos tentam nos vender. Meu pai esteve comigo no meu primeiro dia de aula.
Em 2020, perdi meu melhor amigo para a pandemia de Covid-19: o escritor, professor e advogado Francisco Calheiros (1968 – 2020). A sua influência na minha história é marcante, e boa parte das crônicas que nascem na minha nova fase carrega um pouco do eco que a influência dele teve.
Ainda no mesmo ano, fui convidado para contribuir com o “Espaço Liberdade”, coluna no Jornal do Commercio do Amazonas. Como jovem escritor, foi uma honra começar a escrever em um jornal, exatamente como os meus heróis da literatura faziam no início das suas carreiras – foram nas páginas do jornal impresso mais antigo do meu estado que eu me descobri cronista, gênero que acabaria por se tornar uma extensão da minha poesia.
Durante o mesmo período, atuei como coordenador de um projeto cultural de um amigo parlamentar, experiência importante para compreender as mazelas da nossa sociedade. Dentre saraus de poesia, distribuição de livros e eventos culturais em comunidades, conheci de perto as dificuldades do povo amazonense e percebi o quão carentes somos das necessidades mais básicas.
Em 2023, com o apoio da Faculdade Santa Teresa, publiquei o meu terceiro livro. “Crônicas de um poeta crônico” é uma coletânea de crônicas publicadas no Jornal do Commercio e marca a minha estreia na prosa. O estilo é crítico, mas sem deixar o lado sonhador e romântico de lado; é uma escrita leve, mas cômica – tem um pouco de tudo e é um pouco da minha tentativa de me encontrar no gênero.
Em 2024, após ser demitido por telefone, decidi dar asas ao meu lado empreendedor. Desde então, tenho focado na construção de uma marca; ela atua no Brasil inteiro e tem uma base com mais de dois mil clientes. Por ser um lado mais reservado, falo pouco sobre isso; a estratégia de marketing que eu uso não necessita da minha imagem atrelada de forma tão direta, o que torna, por enquanto, desnecessária a vinculação do meu lado empresário ao meu lado escritor.
Moro na zona sul de Manaus, berço da cultura e dos prédios históricos. A minha rotina se divide entre a academia, as atividades da empresa e estudos diversos; amo ler e estudar. Estou até aprendendo um novo idioma! Tenho um gato laranja e dedico meu tempo livre ao voluntariado, ao estudo da Doutrina Espírita, bem como a algumas atividades da Ordem Rosa Cruz.