Janeiro, 7
Hoje é dia 7 de janeiro, e, além de ser comemorado no Brasil o “Dia do Leitor”, também é o meu aniversário.
Ao contrário do que muitos pensam, o hábito da leitura, tão estimável aos operadores do direito e aos escritores, só me veio aos 15 anos, quando percebi que precisava de tijolos para tornar a minha escrita mais consistente. Ao publicar o meu primeiro livro, ainda a galgar meus primeiros passos na literatura, percebi que só ia me tornar um bom escritor, operador do direito e ser humano se eu me tornasse um grande íntimo das palavras.
A data presente, como todas as outras, é apenas um dia qualquer e sempre me soa como um lembrete de que a vida é breve. Acho sem sentido interpretar o aniversário como um ano a mais de vida, creio que faz mais sentido que interpretemos como um ano a menos; afinal, sabemos que se passou 1 ano, mas, diante das nossas limitações, jamais saberemos quanto tempo ainda nos resta – e, todos nós sabemos que esse tempo é limitado.
Por força dessa limitação, passamos a observar tudo com uma perspectiva diferente, sobretudo como interpretamos as intempéries da vida – pelo menos, caro leitor, é assim que eu vejo o mundo, afinal, por que perder tempo com o que não importa diante de uma passagem tão fugaz?
Que contribuamos a nos doar aos outros, a servir, a transformar o mundo ao nosso redor. Uma existência só faz sentido quando ela acontece em prol do outro; é a nossa missão agregar valor e, no meio do caminho, ser feliz, porque esperar “ter algo” ou “alcançar algo” é fazer uma grande viagem sem se atentar aos detalhes que permeiam a vista da caminhada.