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Desfecho

Ora, que loucura, Um mundo em que  Já não mais te quero; Um mundo em que  Já nem penso em ti.  E, de protocolo,  A tua ligação Quando já tô bem A verificar  Se já te esqueci.

Andorinha

Devore meus versosComo quem desvenda o corpo de um grande amor…Depois me diga, com as expressões do seu seu rosto, Se gostou, se gostou…  

Solidão 

Vem a dizer tudo que sempre quis  Depois, já cansada,  Vá embora sem fechar o portão.  Não lembrarei de ti, enfim, amada,  Quem te reviverá são meus versos  Quem te reviverá é minha solidão. 

Pequenez

A tua ausência Fez-me perceber O quão sou pequeno. A saudade não  Cabe em poema; Não cabe no coração; Não cabe no meu peito A fingir te esquecer para Preservar o pouco da Sanidade que me restou. Não cabe em poema a dor. Não. Cabe.

O tanto que suporta a poesia

A poesia suporta o meu rancor, Suporta bem pesado o meu coração, Só não suporta a poesia o meu amor Que vem e vai feito assombração. Às vezes me vejo a tua procura Nos bancos em que estive a te beijar; Varro para de baixo do tapete a loucura, Louca vontade de poder te encontrar. […]

Enigma

Estive tentando decifrar A poesia que há no teu olhar… Transborda, é provável, até sem querer Em cada canto da tua essência Uma arte impossível de se esquecer.

Manaus

Se tu soubesses, amor, O tanto que eu te amo; Tu abririas as portas do Teatro Todas as vezes que eu estivesse a passar…